Os projetos BioICEP e Terminus envolvem 28 institutos e empresas de 15 países, entre eles a Logoplaste e o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET), de Portugal

Consórcio internacional promete resolver o problema ambiental dos filmes multicamada

19/01/2021
Um consórcio internacional de investigadores académicos e industriais recebeu 11,6 milhões de euros da UE e da China para desenvolver uma tecnologia que solucione o problema ambiental provocado pelos filmes ou películas multicamada, atualmente de difícil reciclagem.
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Os investigadores do Athlone Institute of Technology (AIT) e da Sigma Clermont começaram a trabalhar no mês passado (dezembro de 2020) em dois projetos para desenvolver novas tecnologias que irão separar, tratar e reutilizar plásticos multicamada. Os dois projetos, intitulados BioICEP e Terminus, receberam um orçamento total de 11,6 milhões de euros ao abrigo do Horizonte 2020, o Programa-Quadro de Investigação e Inovação da UE, e da Fundação Nacional da Ciência da China.

A escala do problema é imensa, mas muitas vezes passa despercebida. As embalagens multicamada, tais como sacos de batatas fritas e de outros aperitivos prontos a comer, representam cerca de 56% das embalagens de plástico lançadas no mercado nos países desenvolvidos. Nos EUA, estima-se que cada família ‘consuma’ 27 kg de película plástica multicamada por ano. Embora desempenhem um papel importante na proteção de alimentos e produtos perecíveis, as várias camadas destes plásticos são muito difíceis de separar, o que inviabiliza a sua efetiva reciclagem.

Dentro de quatro anos, os investigadores esperam que os resultados combinados dos dois projetos anunciem uma nova geração de tecnologias verdes que transformem a forma como vivemos com o plástico. Cada um dos projetos centra-se num aspeto específico do ciclo de vida do material e, quando combinados, transformarão os atuais processos lineares num processo circular.

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Dois projetos complementares

O projeto Terminus é o ponto de partida. O seu objetivo é desenvolver uma nova biotecnologia especificamente concebida para separar as camadas de filme, utilizando enzimas para degradar as camadas adesivas que mantêm os plásticos juntos. A tecnologia desenvolvida através do BioICEP irá pegar nas camadas individuais de plástico geradas através do Terminus e dividi-las ainda mais nos seus componentes químicos (um processo conhecido como despolimerização) utilizando uma tecnologia combinada mecânico-química e enzimática.

Na sua essência, os dois projetos converterão os resíduos plásticos em blocos de cadeias moleculares que poderão ser utilizados em novos produtos. Assim, a combinação das tecnologias BioICEP e Terminus irá proporcionar não só uma via para a reciclagem de plásticos multicamada, mas também uma forma de criar produtos perpetuamente renováveis, proporcionando uma circularidade completa dos plásticos.

A colaboração BioICEP-Terminus é uma abordagem de base ecológica para enfrentar o desafio global dos plásticos e do ambiente, criando simultaneamente novas oportunidades para a indústria fazer a transição de um modelo linear de produção de plásticos à base de petróleo para um modelo de produção baseado na circularidade. Os investigadores da AIT acreditam que os resultados destes projetos podem vir a abrir novos mercados para tecnologias de base ecológica e desenvolvimento de produtos: a pedra angular de uma economia circular que traz benefícios para as empresas, a sociedade e o ambiente.

Jaba: tradução 4.0

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