A Ifema - Feria de Madrid é um dos grandes motores económicos de Madrid. Após um ano de paragem forçada, devido à pandemia, o centro de exposições da capital espanhola prepara o regresso com o enfoque na segurança de todos.
Garantia foi dada por José Vicente de los Mozos, presidente do Comité Executivo da Ifema e Eduardo López-Puertas, diretor geral, durante a apresentação da estratégia futura, a 9 de março.
Esta é uma grande notícia para Madrid devido ao efeito que tem em numerosos setores da economia, e que atingirá o seu auge em maio, com a realização da Fitur, que este ano também tem uma dupla expectativa; por um lado, como rampa de lançamento na testagem de um novo conceito de mobilidade internacional, sendo a primeira feira europeia deste âmbito a ser realizada presencialmente, e como serviço público, sendo uma edição emblemática para promover a recuperação da indústria do turismo.
Apesar da impossibilidade de manter a sua atividade habitual, a Ifema investiu o seu tempo e conhecimento no desenvolvimento de novas formas de gerar valor para as empresas e para a sociedade. E isto foi possível graças ao processo de digitalização que permitiu explorar novas possibilidades e obter novas vantagens.
Desta forma, o grande centro de exposições de Madrid assume que tem feito um enorme esforço para acelerar a digitalização das suas feiras, apesar da pandemia, de forma a manter vivos vários setores da economia. Exemplo disso tem sido o sucesso da Fruit Attraction LIVEConnect, completamente digital, mas capaz de mobilizar contactos, fechar negócios e gerar expectativas futuras.
Com este mesmo modelo, já são 16 as feiras virtuais preparadas ao longo de 2021. Atualmente decorre, por exemplo, a InterSICOP LIVEConnect.
Este desenvolvimento digital foi possível graças ao projeto de transformação, já iniciado em 2020, mas que teve a sua grande evolução no último ano, e no qual mais de um terço do staff da Ifema tem estado a trabalhar, com iniciativas muito interessantes para o desenvolvimento das suas próprias plataformas digitais, novos serviços de valor acrescentado e projetos de business intelligence, entre outros.
O novo contexto e esperança, marcado com a chegada das vacinas, e um abrandamento das infeções em alguns países europeus - e também em Espanha - levou a Ifema, segundo o seu presidente, José Vicente de los Mozos, “a estabelecer o seu objetivo de preparar o regresso, em segurança, à atividade do recinto ferial de Madrid, nomeadamente com a programação de eventos planeados para 2021, se as circunstâncias o permitirem". Este regresso acontecerá em três fases, "começando em meados de março com o regresso de 40 funcionários e com alterações no modelo de trabalho e organização interna, depois a 5 de abril, em que está prevista a incorporação de 90% dos trabalhadores, sendo que a 4 de maio está prevista a incorporação de 100% dos funcionários”.
Mas tudo isto só será possível, garantem os responsáveis, com muita segurança na organização dos eventos seguros e em espaços com as maiores garantias para todos. Neste sentido, tem sido preparada uma intensa estratégia de saúde para o recinto.
Neste contexto, a Ifema preparou um protocolo ambicioso que reúne todas as medidas necessárias para organizar o fluxo de participantes e a sua mobilidade; para estabelecer controlos de capacidade; distâncias de segurança; a eliminação do contacto direto através do registo digital; a medição de temperatura corporal; o alargamento dos corredores; tudo, com a ajuda da tecnologia no controlo do número de pessoas em cada pavilhão bem como a vigilância permanente da renovação do ar nos pavilhões.
Todas estas medidas, acrescentam os responsáveis, foram reconhecidas através da certificação Aenor, e implicam um controlo rigoroso do cumprimento de todos os requisitos através do grupo de controlo de segurança anti-Covid, criado para o efeito e no qual participam diferentes áreas e departamentos da Ifema.
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