Evento reforçou compromisso da AGI e do Hromatka Group com uma indústria dos plásticos mais eficiente e responsável
No dia 10 de julho a AGI celebrou nas suas instalações, em Vila Nova de Gaia, o AGI Tech Day 2025: um evento em formato Open House que reuniu mais de uma centena de clientes, parceiros e profissionais do setor. Sob o lema 'Energy for your Business', o dia contou com diversas apresentações técnicas das representadas da empresa e com uma original exposição sobre a história de um produto cuja evolução está intimamente ligada à dos plásticos: o secador de cabelo.
A abertura oficial do AGI Tech Day 2025 esteve a cargo de Nuno Guimarães, CEO da AGI, e Roger Geissberger, managing director do Hromatka Group, do qual, desde há cinco anos, a AGI e a empresa irmã Guztec Polymers fazem parte. De seguida, tiveram início as apresentações técnicas conduzidas por especialistas de empresas de referência como a Sabic, Fanuc e Piovan, que abordaram temas cruciais como a inovação em matérias-primas sustentáveis, a introdução da IA na tecnologia de injeção de plásticos e o papel dos periféricos na economia circular e poupança energética.
Os anfitriões do evento, da esquerda para a direita: Tiago Coelho, CEO da AGI, Roger Geissberger, managing director do Hromatka Group, e Nuno Guimarães, CEO da AGI.
Atenta à evolução do mercado, a Sabic tem vindo a desenvolver uma série de materiais que cumprem os requisitos ambientais sem perderem propriedades essenciais, como a resistência e a estabilidade dimensional. Yohana Perez de Diego, business development engineer na Sabic, apresentou as soluções sustentáveis da empresa, nomeadamente em polímeros e compostos de alta performance, como o Ultem, o Noryl, o Copolímero de PC LNP e os compostos de LNP, que incluem combinações únicas de resinas base com cargas, aditivos e retardantes de chama.
Na sua apresentação, Yolanda deu particular atenção aos Copolímeros de PC LNP, desenhados precisamente para responder ao desafio de combinar sustentabilidade com durabilidade. Como exemplo, o LNP EXL PC foi desenvolvido para melhorar as propriedades do reciclado de Policarbonato, de forma a garantir propriedades equivalentes ao material virgem.
Outra das regulamentações europeias na calha prevê a proibição do uso de PFAS, até à data muito usados como retardantes de chama. Em resposta a esta exigência, a Sabic oferece um portefólio de NIA PFAS (PFAS não adicionados intencionalmente) onde se incluem as gamas Ultem, Extem e Siltem.
A sustentabilidade é uma preocupação crescente também entre os fabricantes de peças para automóvel. Neste campo a empresa oferece soluções como os copolimeros LNP SLX, que oferecem ao material reciclado a mesma estética do material virgem, eliminam a necessidade de pintura das peças e garantem a resistência aos raios UV.
Durante o evento, e sempre no campo da sustentabilidade, foram ainda apresentados os materiais da gama Trucircle, com destaque para o portefólio de materiais de base biológica certificados, e os mais recentes desenvolvimentos Sabic, onde se incluem os materiais Valox SHF4320 e SHF3800UX e o BPL1000 (policarbonato modificado ao impacto).
Nobuaki Hashimoto, da Fanuc Europe, guiou os convidados pela história da empresa japonesa e da sua marca de máquinas de injeção Roboshot. Lançada em 1985, sempre em modo 100% elétrico, a marca regista até à data 85 mil unidades vendidas. A gama mais recente, Roboshot iB, incorpora já funções baseadas em inteligência artificial, nomeadamente, um sistema de proteção do molde que aprende a forma como este se comporta durante o ciclo de injeção, detetando as áreas de maior e menor risco em tempo real, e um sistema de proteção do ejetor que identifica sinais de desgaste e alerta para a necessidade de lubrificação, reduzindo assim tempos de paragem e otimizando a eficiência operacional.
A estas tecnologias junta-se um avançado CNC, graças ao qual a Roboshot é capaz de ler e analisar tanto o perfil de pressão de injeção como o perfil de contrapressão da válvula anti-retorno, gerando uma curva de ‘back flow’ detalhada, que facilita a monitorização do processo e permite ajustes imediatos se forem detetadas quaisquer irregularidades.
No final da sua apresentação, Nobuaki Hashimoto frisou que, graças a todas as suas características, “as Roboshot oferecem uma poupança energética que oscila entre 50% e 70% em relação às máquinas hidráulicas e entre 5% e 10% em relação às restantes elétricas no mercado”.
Sobejamente conhecida como uma das principais marcas europeias de periféricos, a Piovan tem vindo a apostar em sistemas de secagem inteligentes capazes de reduzir o consumo energético na reciclagem e na transformação de plásticos. No AGI Tech Day 2025, Valerio Zampier, business manager na empresa italiana, destacou o sistema de secagem Modula, que consegue fornecer a quantidade de ar necessária para a humidade ideal do material, evitando a secagem excessiva e o desperdício de energia.
Já no campo da reciclagem, foi apresentado o Condenso, um equipamento especialmente desenvolvido para a eliminação de VOCs (compostos voláteis orgânicos) no rPET durante o processo de secagem, capaz de analisar em tempo real o grau de contaminação do material. O sistema de recuperação de calor integrado reduz o consumo energético durante o processo e diminui o stress térmico a que o material é sujeito durante o processo.
Durante o evento esteve em exibição um excerto do espólio da exposição '100 anos de secadores de cabelo', da autoria de Jeremy Hugh Aston, designer e professor da ESAD. Na sua apresentação, Jeremy contou aos participantes a interessante história da evolução destes pequenos eletrodomésticos no último século, com foco na relação entre os materiais plásticos, o design industrial e a transformação social.
Tiago Coelho, CEO da AGI, referiu-se a esta exposição como “uma metáfora da indústria como um todo”, na qual os plásticos têm um papel importante. “É muito interessante ver como, graças à evolução dos materiais, do design e da indústria, um artigo inicialmente de luxo se tornou acessível a toda a população. E isto aconteceu com todos os produtos, não apenas com os secadores”, acrescentou.
O primeiro secador de cabelo portátil surgiu na década de 1920, produzido integralmente em metal, o que, por si só, representava um elevado risco de segurança para o utilizador. Na década de 1950, o metal (no invólucro e na pega) deu lugar à baquelite, mas sem grandes alterações de design. A verdadeira mudança visual acontece na década de 1970, com a introdução de novos materiais poliméricos e dos corantes, e, mais recentemente, com a alteração de tecnologia introduzida por James Dyson e já copiada por várias marcas.
No final do evento, Nuno Guimarães disse à InterPlast estar muito satisfeito com a elevada adesão de profissionais da indústria nacional, que ascendeu a uma centena de pessoas, e destacou os temas em debate como “especialmente interessantes para o setor, principalmente numa fase em que crescem as preocupações com a sustentabilidade e o cumprimento de normativas europeias”.
Veja, no vídeo abaixo, um resumo do evento:
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InterPLAST - Informação profissional para a indústria de plásticos portuguesa