O presidente executivo da OMV, um grupo austríaco líder nos setores da energia, combustíveis, químicos e soluções para economia circular, incluindo reciclagem de plásticos, afirmou na passada quinta feira, 22 de janeiro, que regras demasiado severas para a construção de uma economia circular de plásticos podem sufocar a inovação na área, segundo uma notícia da agência Reuters.
Falando num painel do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, Alfred Stern alertou para um “dilema do inovador”, em que processos emergentes de reciclagem têm de competir com cadeias de abastecimento petroquímicas estabelecidas há décadas e, atualmente, mais económicas.
“O custo de produzir, utilizar e depois descartar materiais plásticos continua inferior ao de sistemas circulares”, referiu Stern, citado pela Reuters, sublinhando que são necessários incentivos financeiros para promover investimentos em recolha e triagem de resíduos.
O responsável explicou que a OMV vê na reciclagem uma oportunidade de crescimento e tem investido avultadamente no sector. A empresa participa, com o prestador de serviços Interzero, no desenvolvimento do que considera ser a maior instalação de triagem da Europa. A nível global, o grupo possui uma capacidade de 200 mil toneladas de reciclagem mecânica e 16 mil toneladas de reciclagem química.
Stern apelou também aos negociadores do futuro tratado global sobre plásticos para que considerem as diferenças regionais e defendeu que a Europa deve deixar de exportar resíduos plásticos, argumentando que estes constituem “uma matéria prima valiosa que deve permanecer na região”.
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