Associação exige respostas urgentes das autoridades para proteger empresas e empregos do setor
APIP alerta para crise na indústria de plásticos e pede medidas imediatas
A Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP) lançou um alerta sobre a pressão sem precedentes que o setor enfrenta devido à crise energética e às tensões geopolíticas, exigindo medidas urgentes das autoridades para reduzir custos energéticos, mitigar o impacto da subida das matérias-primas e apoiar a tesouraria das empresas, garantindo a manutenção do emprego e da competitividade nacional.
Segundo a APIP, o contexto internacional está a provocar aumentos abruptos nos preços da energia, petróleo, gás e polímeros, alguns dos quais mais do que duplicaram, afetando diretamente os custos de produção das mais de 1150 empresas portuguesas do setor, maioritariamente pequenas e médias e com forte vocação exportadora.
Escassez e pressão operacional
A associação sublinha que a volatilidade no fornecimento de matérias-primas essenciais está a gerar dificuldades no abastecimento, escassez de polímeros e pressão sobre o cumprimento de contratos com clientes, colocando em risco a produção e comprimindo margens já reduzidas.
Competitividade em risco
A APIP alerta que as empresas nacionais enfrentam concorrência de mercados com energia mais barata, o que aumenta o risco de perda de quota internacional e condiciona investimentos, incluindo na transição energética. A persistência do cenário atual pode levar à redução ou paragem de produção, afetando setores críticos como saúde, embalagem, automóvel e construção, com consequências para cadeias de valor estratégicas.
Ação e monitorização contínua
A associação garante que continuará a acompanhar de perto a evolução do contexto internacional, mantendo diálogo ativo com as autoridades e promovendo respostas rápidas e eficazes para proteger o setor, os postos de trabalho e a competitividade das empresas portuguesas.