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Projeto TransformEC apresenta orientações estratégicas para apoiar a transição das PME para modelos produtivos mais eficientes e sustentáveis

Smart Waste Portugal revela roadmap para reforçar competitividade da indústria através da economia circular

27/04/2026

A Smart Waste Portugal apresentou, no Porto, um conjunto de medidas estratégicas destinadas a acelerar a adoção da economia circular pelas PME, defendendo que a eficiência na utilização de recursos será determinante para a competitividade futura da indústria transformadora.

Foto: Conto Studio
Foto: Conto Studio.

No Dia Mundial da Terra, 22 de abril, a Casa da Música, no Porto, acolheu a conferência anual da Smart Waste Portugal, realizada no âmbito do projeto TransformEC – Transformação Circular, que reuniu mais de 150 participantes entre representantes de empresas, especialistas, academia e decisores públicos. Sob o tema ‘Economia Circular Competitiva: Conhecer, Inovar e Transformar’, o encontro centrou-se na identificação de soluções concretas para acelerar a transição para modelos económicos mais sustentáveis e competitivos.

Durante a conferência, foi apresentado o Roadmap de Competitividade para a Economia Circular, um documento estratégico que estabelece diretrizes para tornar a indústria transformadora mais eficiente na gestão de recursos e mais preparada para os desafios da sustentabilidade.

De acordo com a organização, a economia circular assume-se hoje como um fator determinante de competitividade, deixando de ser apenas uma prioridade ambiental para passar a desempenhar um papel estratégico na redução de custos, na inovação e na criação de novas oportunidades de negócio. Aires Pereira, presidente da Smart Waste Portugal, sublinhou que “a economia circular é um eixo estratégico para o futuro da economia portuguesa”.

Segundo o responsável, a competitividade das empresas nacionais dependerá, cada vez mais, da sua capacidade de inovar e de otimizar a utilização dos recursos de forma inteligente e eficiente. Apesar de existirem condições para acelerar esta transição, salientou, tal exige compromisso, colaboração e uma visão de longo prazo.

As intervenções ao longo do evento evidenciaram ainda que as empresas que integram princípios de circularidade nos seus processos estão mais bem posicionadas para responder às exigências das cadeias de valor globais e ao enquadramento regulatório europeu. Ainda assim, o preço continua a ser um fator determinante nas decisões de empresas e consumidores, o que, segundo a organização, reforça a necessidade de uma regulação europeia mais equilibrada e de políticas públicas que valorizem critérios de circularidade.

Presente na conferência, o secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, destacou que “a sustentabilidade não é um custo, mas um investimento”, apontando a reindustrialização verde como uma prioridade estratégica para o país.

O reforço do conhecimento e da capacitação técnica, particularmente junto das PME, foi também identificado como condição essencial para acelerar a transformação em curso. A partilha de boas práticas, ferramentas operacionais e casos concretos demonstrou a existência de soluções já implementadas, sendo agora necessário promover a sua disseminação e adaptação a diferentes setores de atividade.

O Roadmap apresentado identifica vários desafios, nomeadamente a perceção ainda limitada das PME relativamente aos benefícios económicos da circularidade, bem como lacunas ao nível dos indicadores e sistemas de medição, que dificultam a sua operacionalização. Entre as medidas propostas destacam-se a criação de hubs circulares, o desenvolvimento de gabinetes de apoio à certificação, a revisão dos critérios de avaliação bancária e a implementação de um Plano Nacional de Simbioses Industriais.

A promoção de simbioses industriais e o reforço da colaboração entre empresas, sistema científico e entidades públicas são apontados como áreas prioritárias, permitindo transformar resíduos em recursos e potenciar sinergias que contribuam para o aumento da produtividade e da sustentabilidade do tecido empresarial.

Segundo a organização, a iniciativa reforça o papel da Smart Waste Portugal enquanto agente mobilizador da transição para uma economia circular em Portugal, promovendo a articulação entre conhecimento, inovação e aplicação prática. O projeto TransformEC, financiado pelo programa Compete 2030, no âmbito do SIAC Qualificação, conta com a participação da Smart Waste Portugal, do Centro para a Valorização de Resíduos (CVR) do Cecolab – Laboratório Colaborativo para a Economia Circular.

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