Num contexto de crescente pressão regulatória e industrial para acelerar a transição para modelos circulares, o centro tecnológico valenciano pretende demonstrar que não existe uma solução única para o reciclo de plásticos. Pelo contrário, a eficiência dos processos depende de variáveis como a composição dos materiais, a sua origem e a aplicação final, exigindo abordagens tecnológicas combinadas.
Entre as soluções apresentadas destacam-se tecnologias avançadas de triagem e identificação — incluindo sistemas NIR, visão artificial e separação eletrostática — bem como processos de reciclagem baseados em solventes, solvolise e pirólise/gaseificação. Estas abordagens permitem recuperar monómeros, purificar polímeros multicamada ou converter resíduos em novos produtos de valor acrescentado.
O Aimplas evidenciará ainda o potencial do reciclado enzimático, particularmente relevante para polímeros como PET e PLA, e da desreticulação, solução que viabiliza a recuperação de materiais tradicionalmente difíceis de reciclar, como elastómeros e espumas reticuladas.
Estas tecnologias são aplicadas a múltiplos setores — da embalagem à automação, passando pelo têxtil e energias renováveis — e desenvolvidas segundo a metodologia SSbD (Safe and Sustainable by Design), integrando critérios ambientais, económicos e sociais.
Paralelamente, a investigadora Vanessa Gutiérrez Aragonés participará no programa técnico da feira com uma intervenção dedicada à avaliação da reciclabilidade, reforçando o contributo do Aimplas para a normalização e otimização de processos num mercado europeu em rápida evolução.
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