O agravamento das tensões geopolíticas está a pressionar a indústria transformadora de plásticos, com impactos no preço das matérias-primas, nos custos logísticos e nos prazos de fornecimento. Dados divulgados pela Associação Espanhola de Industriais de Plástico (ANAIP) mostram que mais de metade das empresas do setor já regista aumentos superiores a 30% no custo dos pellets de plástico e de outros derivados do petróleo, num contexto que também afeta a construção e os materiais para edifícios.
Segundo os dados recolhidos pela ANAIP, 51,7% das empresas inquiridas afirma estar a enfrentar aumentos superiores a 30% nas matérias-primas plásticas. Cerca de 14% indica mesmo ter registado subidas iguais ou superiores a 50%.
Além da escalada de preços, a associação refere que 60% das empresas reporta atrasos no fornecimento de matérias-primas, uma situação que poderá comprometer o abastecimento de produtos considerados essenciais.
A pressão sobre o setor estende-se também aos custos logísticos e energéticos. De acordo com a ANAIP, os custos do transporte marítimo aumentaram mais de 20% em 41% das empresas consultadas, acompanhando a subida dos preços da eletricidade e dos combustíveis.
Para a associação, o atual contexto internacional está a ter impacto não apenas no preço do petróleo, mas em toda a cadeia de valor industrial ligada aos polímeros e à transformação de plásticos.
O tema assume particular relevância para o ecossistema da construção, uma vez que uma parte significativa destes materiais plásticos é incorporada em soluções para edifícios, incluindo tubagens, acessórios e outros produtos aplicados no setor construtivo.
Neste enquadramento, a evolução dos custos e das cadeias de abastecimento volta a colocar em destaque questões relacionadas com a competitividade industrial, a estabilidade do aprovisionamento e a capacidade de adaptação das empresas a um contexto internacional marcado pela incerteza.
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