No ano em que comemora os 30 anos de atividade, a Sociedade Ponto Verde (SPV) reforça o compromisso com a inovação, disponibilizando o novo ‘Guia das Embalagens Críticas na Triagem e Reciclagem’. Esta publicação, que assenta nas melhores práticas de ecodesign, atualiza o conhecimento técnico disponível sobre as embalagens mais críticas que ainda se encontram no mercado e apresenta sugestões para aumentar a sua reciclabilidade.
Este guia identifica, pela primeira vez, os principais exemplos de embalagens não elegíveis para bonificação da prestação financeira, de acordo com os critérios definidos pelo novo regime legal de ecomodulação. Assente nos princípios da economia circular, este mecanismo ajusta os valores pagos em função da composição e reciclabilidade das embalagens, incentivando práticas de ecodesign que reduzem o impacto ambiental e promovem a utilização eficiente dos recursos. Assim, as embalagens concebidas segundo boas práticas de sustentabilidade beneficiam de uma prestação financeira mais reduzida.
A publicação foi desenvolvida pela SPV com contributos de vários parceiros do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), nomeadamente empresas como a Bluepapers, a Ecoiberia e os sistemas multimunicipais do grupo EGF, e apresenta exemplos concretos de aplicações a evitar por criarem constrangimentos nos processos de gestão das embalagens usadas. É o caso do vidro preto ou opaco, doseadores com esfera de vidro especial (ou mola metálica) ou rótulos integrais em embalagens de plástico, que dificultam a classificação dos resíduos.
O guia apresenta-se como mais um contributo da SPV para apoiar os seus clientes a cumprir as respetivas responsabilidades legais e contribuir para que Portugal alcance as metas nacionais de reciclagem de embalagens. Atualmente, os desafios associados a estes resíduos exigem respostas mais ambiciosas, que vão além da sua valorização em fim de vida.
A par do ‘Guia das Embalagens Críticas na Triagem e Reciclagem’, a SPV recomenda aos seus clientes a ferramenta de ecodesign Pack4Sustain, que permite conhecer o perfil ambiental das embalagens, aumentar os seus níveis de circularidade e avaliar a sua elegibilidade para bonificação da prestação financeira, entre outras soluções integradas no Ponto Verde Lab, a sua plataforma agregadora que reúne boas práticas, publicações e ferramentas que promovem a conceção de embalagens mais circulares.
Ao longo destas três décadas de atividade, a SPV investiu, de forma contínua, 19,4 milhões de euros em inovação, tendo apoiado mais de 120 estudos e projetos de I&D com o objetivo de desenvolver soluções capazes de modernizar a operação, aumentar a eficiência do sistema e gerar resultados mensuráveis, contribuindo para que o País cumpra as metas ambientais, que em 2026 exigem que se reciclem 65% de todas as embalagens colocadas no mercado.
A CEO da Sociedade Ponto Verde, Ana Trigo Morais, afirma: “Investimos continuamente em inovação e na sensibilização para a utilização de ferramentas de ecodesign para que as medidas adotadas pelos nossos clientes e parceiros possam gerar impacto em toda a cadeia de valor das embalagens. Este guia é o nosso contributo mais recente, uma vez que a valorização das embalagens em fim de vida depende, efetivamente, da adoção de boas práticas no momento da sua conceção.”
“Com a entrada em vigor da Portaria da Ecomodulação, aumenta a necessidade de apoiarmos produtores e embaladores na adaptação das suas embalagens aos novos critérios. A possibilidade de bonificação da prestação financeira constitui um incentivo adicional para acelerar esta transformação e aumentar a presença no mercado de embalagens mais fáceis de triar e reciclar”, conclui a CEO da Sociedade Ponto Verde.

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