O projeto de investigação BioRootGuard está a desenvolver uma película plástica biodegradável destinada a proteger as raízes das árvores durante a fase de instalação, reduzindo as perdas causadas pelas larvas do escaravelho-de-maio e pelo escaravelho-japonês, duas pragas que representam uma ameaça crescente para as ações de reflorestação em grande escala.
Para além dos fatores de stress relacionados com as alterações climáticas, os danos causados pela alimentação das larvas do escaravelho-de-maio e, cada vez mais, pelo invasivo escaravelho-japonês representam uma ameaça significativa para o sucesso das ações de reflorestação em grande escala. O projeto de investigação BioRootGuard tem, por isso, como objetivo desenvolver uma película plástica biodegradável capaz de proteger as raízes das árvores durante a fase de instalação, reduzindo as perdas, por vezes significativas, provocadas por estas pragas e evitando, simultaneamente, impactos ambientais.
Para alcançar este objetivo, um consórcio constituído por parceiros da indústria e da investigação, liderado pela FKuR Kunststoff, reúne competências especializadas nas áreas do desenvolvimento de materiais, das ciências florestais e da investigação ambiental no âmbito do projeto BioRootGuard. O projeto é financiado pelo Ministério Federal da Agricultura, Alimentação e Identidade Regional da Alemanha (BMLEH), através da Agência para as Matérias-Primas Renováveis (Fachagentur Nachwachsende Rohstoffe – FNR), no âmbito do programa de financiamento ‘Recursos Renováveis Sustentáveis’.
A primeira etapa consiste no desenvolvimento de um composto plástico capaz de se biodegradar completamente no solo florestal, sem deixar resíduos. A investigação centra-se, posteriormente, na forma como este material poderá ser transformado numa película. Durante a plantação das árvores jovens, a película vai ser colocada em torno do torrão, assegurando a proteção necessária e permitindo, em simultâneo, o desenvolvimento saudável das raízes. Uma vez concluído o período de proteção, a biodegradabilidade da película elimina a necessidade da sua remoção, evitando custos e mão de obra adicionais.
Para além da sua função de barreira mecânica, a nova película foi concebida para afastar as larvas do escaravelho-de-maio da zona radicular. Para esse efeito, vão ser estudados repelentes naturais, com o objetivo de afastar estas larvas de uma forma ambientalmente sustentável.
A diretora de I&D e gestora do projeto BioRootGuard na FKuR, Antje Birkholz, explica que “com o BioRootGuard, estamos a desenvolver uma solução que assegura a proteção das plantas durante a fase em que a zona radicular é particularmente vulnerável e que, posteriormente, se biodegrada naturalmente. Desta forma, conjugamos a inovação no domínio dos materiais com as exigências da silvicultura moderna e da produção de plantas lenhosas”.
Enquanto líder do consórcio, a FKuR é responsável pela coordenação geral do projeto e pelo desenvolvimento do material plástico biodegradável e de origem biológica. A empresa contribui com a sua vasta experiência no desenvolvimento de bioplásticos com propriedades específicas e apoia a transferência deste conhecimento para potenciais aplicações industriais.
Antje Birkholz acrescenta: “o desenvolvimento de um material que satisfaça os requisitos técnicos e que, simultaneamente, possa regressar aos ciclos naturais no final da sua vida útil vai demonstrar o potencial das tecnologias modernas de transformação de plásticos na criação de novas aplicações”.
Além da FKuR, especialistas das áreas da investigação de materiais, da engenharia de processos, das ciências florestais e da análise ambiental trabalham em conjunto no desenvolvimento e na avaliação deste sistema de proteção.
A Kelmaplast G. Kellermann transfere o composto biodegradável desenvolvido no âmbito do projeto para o processo de fabrico e é responsável pela produção das películas de proteção.
A Hydra Marine Sciences avalia o comportamento ambiental dos materiais, analisando a sua degradação em sistemas aquáticos e realizando estudos ecotoxicológicos destinados a avaliar a sua segurança.
O Fraunhofer UMSICHT presta apoio científico ao desenvolvimento dos materiais e analisa as suas propriedades, bem como o respetivo comportamento de biodegradação no solo.
O Instituto de Investigação Florestal de Baden-Württemberg (Forstliche Versuchs- und Forschungsanstalt Baden-Württemberg – FVA) realiza ensaios de campo e avalia a eficácia da proteção em condições reais.
O Instituto Julius Kühn (JKI) dedica-se, em particular, à proteção contra as larvas do escaravelho-japonês e investiga potenciais aplicações noutros contextos, como viveiros florestais, vinhas e pomares tradicionais.
Informações gerais sobre o projeto BioRootGuard
Período de execução: junho de 2026 a maio de 2029.
Financiamento: Ministério Federal da Agricultura, Alimentação e Identidade Regional da Alemanha (BMLEH), através da Agência para as Matérias-Primas Renováveis (Fachagentur Nachwachsende Rohstoffe – FNR), no âmbito do programa ‘Recursos Renováveis Sustentáveis’.
Coordenador do consórcio: FKuR Kunststoff .
Parceiros do projeto:

www.interplast.pt
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