Portugal produziu 5,667 milhões de toneladas de resíduos urbanos em 2025, mais 2,11% do que em 2024. Os plásticos representaram 10,36% da composição física média dos resíduos urbanos produzidos em Portugal continental, enquanto os biorresíduos constituíram a principal fração, com 37,42%. Os dados constam do Relatório Anual de Resíduos Urbanos 2025 (RARU 2025), publicado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
No encaminhamento dos resíduos urbanos para operações de gestão, o tratamento mecânico e biológico manteve-se como a principal operação em termos percentuais, correspondendo a 32% do total, o mesmo valor registado em 2024.
A deposição em aterro diminuiu dois pontos percentuais face ao ano anterior. Ainda assim, considerando os destinos finais dos resíduos urbanos produzidos pelos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) de Portugal continental, a deposição em aterro representou cerca de 55% do total em 2025.
Na gestão de biorresíduos, a maioria dos municípios apresentava uma taxa de captura entre 1% e 5% do total de biorresíduos produzidos nas respetivas áreas de intervenção. Em 2025, 34 municípios ainda não tinham implementado qualquer modelo de recolha e/ou tratamento destes resíduos.
O RARU 2025 sistematiza a informação relativa à prevenção e gestão de resíduos urbanos e permite acompanhar a evolução dos principais indicadores, avaliar o desempenho dos sistemas de gestão e monitorizar o cumprimento das metas nacionais e europeias. O relatório inclui também informação detalhada por sistema de gestão e município de Portugal continental.
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